Economista, Terapeuta Comportamental, Instrutor MASTER MIND, especialista em Marketing, Escritor e Conferencista

Havia um muro no meio do caminho

Para Mário Quintana, a arte nascia das conversas fiadas e dos passeios ociosos pelas ruas de Porto Alegre, especialmente em torno da praça da alfândega, praça tradicional da capital onde ele freqüentava assiduamente. Eu também, pálido imitador de Quintana que sou. Muito do que escrevo nasce de assuntos triviais que vejo no dia a dia e da conversa de rua com pessoas de todas as classes e idades que encontro. Em especial das pessoas sem nem uma classe.
Parodiando Carlos Drumonnd de Andrade
Dia desses vinha com alguns amigos de Itajaí para Balneário Camboriú, em um passeio trivial de um morador “dazantiga” querendo mostrar sua região aos seus amigos. Ali no morro cortado ao mostrar a paisagem que tem aquela bela vista do paraíso da Praia Brava, qual não foi a minha surpresa ao perceber que a vista havia sumido com um muro escondendo – a. Eu nunca esquecerei esse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas, que havia um muro no meio do caminho impedindo a bela vista daquele vale lindo colorido e sem mistérios, que é aquela baixada após o restaurante panorama na descida do morro cortado.
Década de 70
Lá pelos idos de 78, a maior rebeldia que tínhamos era descer de skate aquele morro, principalmente o Jairo, o Tutuca, o Betinho e o Bareta entre outros. O Jairo que sempre arrumava argumentos para suas estripulias dizia que aquela adrenalina somado com aquela vista acalmava a alma. Coisas de louco poeta! Mas aquela vista realmente cala fundo na alma.
Então thá!
O Paulinho Gonçalves é jornalista “dazantiga”, encontrei – o e fiz a pergunta à queima roupa: O que é aquela “jeringonça” na descida do morro cortado? Ele me explicou que uma construtora comprou e fez um tapume de metal para mexer na área sem ser importunado. Eita força do poder econômico!
Verdolengo
Eu já tive a minha fase verdolengo com o símbolo da paz “dipindurado no pescoço”. O Paulo Caseca até hoje não esquece que um dia subi em uma árvore para não deixar derruba – la, na rua 1101 entre a Atlântica e a Brasil e o Bola foi lá fotografar. O Paulo derrubou a árvore e o prédio está lá com 20 andares em cima do canal do Marambaia. A natureza não se defende mas se vinga. Depois que vi o Gabeira pagando mico com jeito de goiaba fazendo campanha pra presidente da república, passou um pouco a minha macaquice de ecochato. Mas tapar uma bela vista do paraíso com um muro é um pouco demais. Paciência tem limites! Espero que a construção civil não seja implacável demais a ponto de matar a galinha ao invés de comer os ovos. Deixo aqui registrado o meu protesto que aquele muro no meio do caminho é uma afronta ao bom gosto.
E você?
Já se indignou com os excessos da construção civil?

32 comentários para “Havia um muro no meio do caminho”

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